Fisioterapia - Enfermagem - Terapia Ocupacional - Terapia da Fala - Acupunctura.
No seu domicílio. 7 dias por semana.

Na Fisio Domus®:

  • Reabilitamos/Habilitamos com base nos conhecimentos mais actuais;
  • Sabemos que o tempo para cuidar de si e dos seus dependentes é cada vez menos, portanto ajustamo-nos às suas necessidades;
  • Acreditamos ser a melhor solução para quem procura um serviço no conforto do seu lar, com a máxima qualidade de tratamento

Área Clínica

  • Para que possa encontrar mais informações acerca da problemática que o afecta a si ou a alguém próximo, ou simplesmente porque é um interessado neste tipo de informação, desenvolvemos alguns conselhos úteis, dados estatísticos, métodos de prevenção e linhas gerais de tratamento (porque cada caso é um caso), acerca de patologias e condições comuns.
  • Se o problema que o afecta não é referido, ou se mesmo que seja, tem especificidades de prescrição não abordadas no nosso tratamento, não hesite em contactar-nos para que possamos informá-lo acerca dos procedimentos dos nossos profissionais.
Prevenção de quedas no idoso

Queda é um evento frequente e limitante, sendo considerado um marcador de fragilidade, morte, institucionalização e declínio na saúde dos idosos. 30% dos idosos sofre de pelo menos uma queda por ano. Esta percentagem sobe para 40% se se tratarem de idosos com mais de 80 anos. Por isto, a queda no idoso, representa a 5ª causa de mortalidade nesta população.

  • O que é a prevenção de quedas no idoso?
    O programa de prevenção de quedas consiste, tal como o nome indica, numa terapêutica que tem como objectivo reduzir os factores de risco , que predispõem à queda no idoso.  Programa esse que é dividido em avaliação geral onde se identificam os factores de risco; discussão dos resultados da avaliação e planeamento da intervenção; implementação do protocolo; reavaliações periódicas.
  • A quem se destina?
    A nossa avaliação procura a completa eficácia e portanto quer não só identificar o perfil dos idosos mais vulneráveis a cair, como também procura identificar os mais susceptíveis de sofrer uma lesão grave  decorrente deste evento. Procuramos portanto  todos os idosos com alterações visuais, fraqueza muscular, doenças músculo-esqueléticas ou neurológicas que interfiram na marcha ou no equilíbrio.
  • Como sei se estou em risco?
    Se apresentar algum dos factores descritos acima. Nesse caso deverá consultar o seu médico. Pode ainda consultar um dos nossos profissionais que lhe fará uma avaliação rigorosa de forma absolutamente gratuita e sem qualquer compromisso de adesão ao nosso programa.
  • Como pode o Fisioterapeuta ajudar?
    Para além de terem formação específica nesta área, os fisioterapeutas têm competência para adaptar esse mesmo treino de acordo com outro tipo de condições clínicas, nomeadamente do foro músculo-esquelético e neurológico, sendo por isso profissionais de eleição para este tipo de programas.
  • Existem outro tipo de profissionais capazes de intervir nesta área?
    O Terapeuta Ocupacional também desempenha um papel importante na redução de risco de queda do idoso, actuando na avaliação, prevenção e intervenção. Tem como objectivos atingir um estado funcional, físico e psíquico que permita o alcance da autonomia, com o menor risco de acidentes e com maior segurança para que, em caso de queda, possa voltar a desempenhar as actividades que realizava anteriormente.
  • Quais os benefícios de um programa de prevenção de quedas?
    Diminuição dos riscos de problemas de saúde associados à queda. Aumento da auto-estima. Melhoria da condição global, com todos os benefícios que um programa de exercício físico acarreta. Diminuição dos episódios depressivos e problemas emocionais. Melhor qualidade de vida e maior longevidade.

 

Conselhos úteis

  • Tenha cuidados com o seu estado de saúde: tratamento/prevenção de doenças
  • Tenha conhecimento dos aspectos inerentes à terceira idade, bem como dos factores de risco de quedas, das suas consequência e formas de prevenção.
  • Manutenção e treino das funções físicas, psicológicas e sociais. No meio ambiente o idoso deve estar atento ao piso de forma a evitar tropeçar em obstáculos.
  • No lar, o idoso deve ter uma iluminação adequada; ausência de obstáculos no piso (retirar tapetes ou colar as pontas que estejam levantadas com fita cola ao chão), objectos de decoração, fios eléctricos, e até mesmo móveis); presença de corrimão nos corredores, na casa de banho e nas escadas; colocação de interruptores, telefone e até outros utensílios utilizados com frequência, com fácil acesso; ausência de pisos escorregadios (podem ser colocados tapetes anti-derrapantes).
Conselhos úteis para a prática de exercício físico
  • Realizar exercício somente quando houver bem estar físico.
  • Usar roupas e calçados adequados.
  • Evitar fumo e o uso de sedativos.
  • Não exercitar em jejum. Usar hidratos de carbono antes do exercício.
  • Respeitar os limites inter-pessoais, interrompendo se houver dor ou desconforto.
  • Evitar extremos de temperatura e humidade.
  • Iniciar a actividade lenta e gradativamente para permitir a adaptação.
  • Hidratação adequada antes, durante e depois da actividade física.
Reabilitação cardiovascular
  • O que é a reavaliação cardiovascular?
    A reabilitação cardiovascular faz parte de uma intervenção multidisciplinar, na qual a Fisioterapia desempenha um papel fundamental. Visa combater as sequelas das doenças cardiovasculares, prevenir recidivas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Esta área tem vindo a demonstrar-se como uma área de crescente reabilitação, fundamentada em conhecimentos médicos actuais. O exercício físico, quando controlado por um Fisioterapeuta, tem um papel claramente definido na prevenção primária e secundária das doenças cardiovasculares, actuando como uma terapêutica.
  • A quem se destina?
    Os programas de reabilitação cardiovascular destinam-se a todas as pessoas que tenham diagnosticado qualquer patologia cardiovascular * Apresentem alguns factores de risco e portanto predisposição à patologia cardiovascular. Deve fazer-se exercício físico de forma controlada com o objectivo de prevenir doenças cardiovasculares. * - Salvo algumas excepções em que o protocolo possa ser contra-indicado devido à condição específica do paciente. Neste caso, será feito um reajuste do protocolo, de forma a estabelecer um equilíbrio entre a necessidade do paciente e as suas condições clínicas.
  • Quais os factores de risco predisponentes à patologia cardiovascular?
    Tabaco; Sedentarismo; Obesidade; Hipertrigliceridemia; Pressão arterial sistólica elevada; colesterol elevado; lípidos sanguíneos elevados; stress; idade Se tem mais que dois factores de risco deve iniciar um programa de intervenção.
  • Como posso saber se estou em risco?

    A abordagem primária passa por analisar os comportamentos de risco:
    - Se fuma
    - Se tem um estilo de vida sedentário
    - Se realiza uma alimentação desequilibrada
    - Se vive diariamente com stress
    - Se não pratica exercício físico regular

    Esta auto-análise deve sempre ser precedida de uma visita ao médico assistente para a qual poderão ser necessários alguns exames médicos, nomeadamente:
    - Análises clínicas
    - Prova de esforço
    - ECG - Outros exames complementares

    Através destes dados, e de outros que possa achar relevantes, o médico vai classificar o seu caso em:
    - Alto risco
    - Médio risco
    - Baixo risco
  • Quais os benefícios que o programa de reabilitação cardiovascular pode trazer?
    Os benefícios passam por diminuir os factores de risco, reduzir as sequelas de um evento clínico e melhorar a condição física de um paciente.

    Entre eles o aumento de:
    - Actividade física
    - Tolerância ao esforço
    - Capacidade cardiorespiratória
    - Tolerância à Glicose
    - HDL (bom colesterol)
    - Revascularização do Miocárdio (músculo do coração)
    - Função anti-inflamatória

    E a diminuição de:
    - Consumo de tabaco
    - Obesidade
    - Triglicerídeos
    - Pressão arterial sistólica
    - Lípidos
    - Colesterol  (total e LDL)
    - Frequência cardíaca (em repouso e em esforço)
    - Índice de mortalidade

  • Como actuamos?
    Antes de aplicar qualquer programa de reabilitação, o paciente será submetido a um processo minucioso de avaliação, que é avaliado em conjunto com o médico e o fisioterapeuta.

    Posteriormente, a classificação é efectuada com base no risco: baixo risco, médio risco e alto risco.
    Todos os programas são individualizados, personalizados em função dos resultados obtidos na avaliação e atendendo aos objectivos propostos.
  • Como é que a Fisioterapia pode ajudar?
    Todos os tratamentos são efectuados por um Fisioterapeuta com formação específica em reabilitação cardiovascular. O exercício físico em Fisioterapia promove: uma redução e controlo dos factores de risco; aumento dos factores protectores; melhoria na recuperação das sequelas pós-evento. O nosso programa de reabilitação assenta em dados científicos relevantes e actuais, pelo que é realizado com grande sucesso e com a máxima segurança.
  • Conselhos úteis:
    - Tenha uma alimentação saudável
    - Não fume
    - Faça exercício físico supervisionado por um fisioterapeuta especializado
    - Relaxe e descanse o suficiente
    - Não deixe para amanhã a prevenção que pode começar hoje.
  • Links úteis:
    - Sociedade Portuguesa de Cardiologia
    - Fundação Portuguesa de Cardiologia
    - Instituto Nacional de Cardiologia Preventiva
    - Ordem dos Médicos
    - EstudMed.com
Reabilitação da mulher mastectomizada
  • O que é a reabilitação da mulher mastectomizada?
    Após o tratamento oncológico do cancro da mama, nomeadamente após a mastectomia, aparecem algumas complicações, com impactos negativos a nível da qualidade de vida da mulher. Todo o processo de intervenção após a mastectomia, a nível médico, estético, psicológico e funcional, pode designar-se reabilitação da mulher mastectomizada
  • A quem se destina?
    Mulheres vítimas de cancro da mama, que foram já sujeitas a tratamento oncológico, nomeadamente cirúrgico (com especial destaque para a mastectomia) e que, na consequência desse tratamento apresentam algumas complicações, nomeadamente:
    - Diminuição das amplitudes articulares
    - Dor
    - Diminuição da força muscular
    - Alteração das sensibilidades
    - Alterações posturais
    - Linfedema (é a consequência mais frequente)
  • Como é que a Fisioterapia pode ajudar?
    A Fisioterapia actua a nível das consequências do tratamento ao cancro da mama, nomeadamente na sequência da mastectomia.  Assim, a Fisioterapia levada a cabo por Fisioterapeutas com formação específica na área da reabilitação da mulher mastectomizada, procura:
    - Reduzir o linfedema
    - Recuperar a mobilidade articular
    - Recuperar a força muscular Reduzir a dor
    - Diminuir a aderência das cicatrizes
    - Optimização do resultado estético das reconstruções mamária
  • Como actuamos?

    Diagnóstico médico e prescrição de fisioterapia:
    O médico que aconselha o paciente, tipicamente o cirurgião, indica fisioterapia. O médico prescreve fisioterapia, passando-nos um conjunto de informações úteis.
    Avaliação do paciente:
    Avaliamos um conjunto de indicadores, com especial destaque para o perímetro do membro afectado.
    Definição dos objectivos:
    Médico e Fisioterapeuta (de acordo com os objectivos da paciente), determinam objectivos clínicos de curto e longo prazo.
    Implementação do programa:
    O nosso programa assenta nas guidelines clínicas internacionais mais actualizadas, nomeadamente nos estudos do professor A.Leduc. O Fisioterapeuta intervém junto de cada paciente, utilizando um conjunto de técnicas: DLM (drenagem linfática manual) do membro superior; aplicação de bandas multicamadas; exercícios específicos; mobilização articular; massagem nas cicatrizes; reforço muscular;
  • Exercícios para fazer em casa

    Objectivos:
    - Recuperar ou manter mobilidade articular
    - Recuperar ou manter força muscular
    - Recuperar normal utilização do membro afectado

    Como fazer os exercícios:
    - Os exercícios não devem ser excessivamente cansativos.
    - O número de repetições deverá aumentar progressivamente. Comece com cerca de 5 a 10.
    - Procure fazer estes exercícios durante mais do que uma vez por dia (3 vezes é o ideal)
    - Executar movimentos sem resistência.
    - Executar movimentos sempre que possível em declive.

    Exemplos de exercícios:


    fotos a cores: phipps, J. et al, Oncology Nursing. volume III 2003
    foto a preto e branco: Smeltzer, S., Bare, B. Tratado de enfermagem médico-cirúrgica. 9ª ed. vol II Guanabara Koogan 2002
  • Alguns cuidados a ter após a mastectomia:
    - Manter a zona afectada sempre limpa, utilizar sempre um creme hidratante que não contenha álcool e com PH neutro;
    - Usar unicamente desodorizante sem perfume, indicado pelo médico;
    - Usar sabonete de glicerina, mas não ensaboar directamente (ensaboar as mãos);
    - Usar camisolas de algodão sem costuras ou rendas antes do soutien;
    - Usar manga comprida para proteger do sol;
    - Não depilar a axila do braço afectado (não utilizar lâmina de barbear, cera ou creme depilatório);
    - Evitar temperaturas elevadas tais como: banhos de agua muito quente, exposição solar, saunas, banhos turcos, etc;
    - Evitar mudanças bruscas de temperatura;
    - Cuidados médicos, tais como: análises de sangue, medições da tensão arterial, acupunctura, testes, etc., devem ser evitados no membro afectado;
    - Evitar roupa apertada, relógios, anéis, fios compridos, pulseiras e tudo o que possa afectar a circulação do membro afectado;
    - Se fumar , evitar segurar o cigarro com a mão do braço afectado;
    - Ter cuidado com desportos com traumatismos (futebol, basquetebol);
    - Evitar dormir para o lado afectado para não comprometer a circulação do membro;
    - Ter cuidado ao cortar as unhas e arranjar as cutículas;
    - Não fazer esforços com o membro afectado, tais como: carregar sacos, pegar em crianças ao colo, empurrar, puxar, etc;
    - Evitar  todo o tipo de traumas: cortes, queimaduras, picadas de insectos, etc.; 
    - Usar sempre luvas quando se está a fazer jardinagem, trabalhar com facas, arrumar a cozinha; 
    - Utilizar dedal quando costurar; 
    - Usar luvas alcochoadas para manusear o forno.
  • Links úteis
    Portal da saúde
    Laço, associação de voluntariado para a luta contra o cancro da mama
    Grupo de apoio a mulheres com cancro da mama
    Liga portuguesa contra o cancro
    APAMCM associação portuguesa de apoio à mulher com cancro da mama
    Drenagem linfática manual (método de Leduc)
Incontinência Urinária
  • O que é a Incontinência Urinária?
    É um problema que afecta sobretudo as mulheres, tendo impactos muito significativos na sua qualidade de vida.
    Por definição é “uma condição em que a perda involuntária de urina é um problema social ou higiénico e é demonstrável objectivamente”
    Esta falta de controlo da micção, responsável por criar incontinência, pode originar desconforto, odor desagradável, roupa húmida ou molhada e mesmo lesões cutâneas, para além dos aspectos negativos psico-sociológicos.
  • Quais os factores que podem levar ao aparecimento de IU?

    Factores desencadeantes:
    Gravidez / Parto vaginal
    Obesidade
    Cirurgia Abdominal ou Pélvica
    Medicação
    Infecções Urinárias
    Diabetes
    Doenças Pulmonares

    Factores promotores:
    Estilo de vida
    Actividade Física Intensa
    Hábitos Tabágicos
    Ingestão de líquidos (nomeadamente alcoól, café, bebidas gasosas)

    Factores Genéticos:
    Alterações Neurológicas Congénitas
    Alterações do Colagénio associadas a prolapsos
    Alterações da anatomia do fundo pélvico

    Factores Predisponentes:
    Factores ambientais
    Estilo de vida
    Imobilidade no leito
    Idade avançada
  • Quais os métodos de tratamento para a Incontinência Urinária?
    Medicação
    Cirurgia
    Fisioterapia – A Fisioterapia é uma opção com benefícios evidentes e que deve ser tida em conta numa abordagem de reabilitação e/ou prevenção da incontinência urinária.
  • Quais os objectivos de tratamento?
    O Programa de intervenção depende essencialmente do tipo de Incontinência Urinária e da condição do paciente. Deve ser primeiramente preventivo e depois de reabilitação. Enquanto preventivo, o principal objectivo é promover a continência e prevenir a incontinência - estará indicado a todas as pessoas que poderão estar em risco de evoluir para a incontinência.

    Os principais objectivos da fisioterapia no tratamento reabilitativo da incontinência urinária são os seguintes:
    Informar o paciente sobre os factores de risco que promovem ou agravam a Incontinência Promover os melhores resultados possíveis quanto à continência
    Melhorar a coordenação e a força dos músculos do pavimento pélvico
    Aumentar a pressão do fecho uretral
    Aumentar a capacidade do paciente para contrair os músculos do pavimento pélvico durante um aumento súbito da pressão  infra-abdominal
    Informar o paciente sobre as possibilidades terapêuticas e realizar um exame completo com posterior encaminhamento.
  • Quais os principais resultados?
    Os resultados esperados passam por proporcionar ao doente:
    - Uma melhoria/restauração da função do pavimento pélvico
    - Melhoria/restauração do controlo da função da bexiga
    - Aumento da compreensão do doente face à (dis)função do tracto urinário inferior
  • Que vantagem tem o tratamento em Fisioterapia em relação a outros tipos de tratamento?
    - Custo reduzido
    - Efeitos Secundários inexistentes ou muito reduzidos
    - Evita a exposição do paciente aos riscos de uma cirurgia (quando esta pode ser substituída pela fisioterapia)
  • Em que consiste o nosso programa de reabilitação?
    - O nosso programa de reabilitação/prevenção é composto por três grandes fases:
    - Avaliação do paciente
    - Planeamento da intervenção – este trabalho é realizado entre o Fisioterapeuta e o Médico.
    - Implementação do programa

    Após avaliar o paciente, o planeamento da intervenção será realizado em função dos dados obtidos. Assim, consoante os objectivos estabelecidos, a reabilitação poderá passar por vários tipos de tratamentos tais como:
    Reeducação Manual
    Biofeedback
    Cones Vaginais
    Electro-estimulação
    Treino comportamental

    A implementação do treino será realizada numa clínica ou consultório médico, ou ainda ao domicílio, preservando ao máximo a privacidade e o conforto do paciente, diminuindo ainda os seus impactos no dia-a-dia.
Tratamentos de disfunções da articulação temporo-mandibular
  • O que é a articulação temporo-mandibular (ATM)?
    A articulação temporo-mandibular é uma articulação formada pela a mandíbula e o osso temporal do crânio, que se localiza na face anterior de cada ouvido.
    É responsável pelos movimentos da boca: abertura/fecho;
    protusão/retracção;
    lateralização direita/esquerda.
    As disfunções desta articulação podem ser devidas à própria articulação em si, ou serem secundárias a disfunções de outras estruturas nomeadamente coluna cervical, cintura escapular ou problemas de má oclusão dentária.
  • Quais são os principais sinais e sintomas associados?
    Dor na articulação
    Dor no ouvido
    Dores de cabeça
    Ruídos articulares (crepitações, estalidos)
    Dificuldade em mastigar
    Limitação da amplitude de abertura da boca
    Alteração postural da cabeça e mandíbula
    Desgaste dentário
    Outros
  • Como resolver as disfunções desta articulação?
    Estas disfunções podem ser resolvidas com:
    Fisioterapia (isoladamente)
    Cirurgia + Fisioterapia
    A intervenção passará por reduzir a sintomatologia, tratar as sequelas da cirurgia e restabelecer a função
  • Quais os objectivos da Fisioterapia pós-cirurgia?
    Melhorar a mobilidade e funcionalidade articular com um mínimo de dor e no período de tempo mais curto possível, prevenindo recidivas da disfunção, através de:
    Diminuição da inflamação;
    Promoção da função normal da articulação;
    Normalização da postura e correcção da disfunção cervical (caso exista).
Intervenção no pré e pós cirurgia ortopédica
  • Quais os objectivos da intervenção?
    O objectivo dos programas de reabilitação após cirurgia ortopédica é reduzir os sintomas e possibilitar que o paciente retome às suas actividades normais o mais rápido e eficazmente possível.
    Os programas deverão ser idealizados e adaptados em função das necessidades individuais de cada paciente, procurando promover a saúde tanto do ponto de vista físico como emocional.
    É igualmente benéfica a actuação antes da cirurgia, de forma a preparar o corpo para a intervenção e possibilitar uma reabilitação mais rápida e eficaz.
  • Quais as principais áreas de intervenção?
    Prótese Total do Joelho (PTJ)
    Prótese Total da Anca (PTA)
    Ligamentoplastias
    Cirurgias ao ombro (reconstrução da coifa dos rotadores, acromioplastia, entre outros)
  • Como pode a Fisioterapia ajudar?

    Antes da cirurgia:
    Preparar o membro para a cirurgia
    Aumentar força muscular
    Manter/aumentar amplitude articular
    Diminuir evento inflamatório (se existir)

    Após cirurgia:
    Controlar e diminuir a dor
    Reduzir o edema (inchaço) e a inflamação
    Aumentar a força muscular
    Promover a independência na locomoção e actividades de vida diária
    Tratar a cicatriz
    Prevenir complicações pós-operatórias
    Aconselhamento de exercícios para casa e cuidados a ter Informação e aconselhamento geral acerca da patologia e sua recuperação
Intervenção nos problemas de coluna
  • Quais são alguns dos tipos de disfunções da coluna?

    Escoliose
    - A coluna vertebral vista por trás deve ser reta, alinhada. A escoliose é uma deformação morfológica da coluna vertebral nos três planos do espaço. Assim, a coluna realmente se torce, não somente para os lados, mas para frente e para trás e em volta do seu próprio eixo. Essa torção em maiores graus determina a gravidade da escoliose e a forma de ser tratada.

    Estenose do canal vertebral
    – É um estreitamento do diâmetro do canal medular, que pode levar a compressão da medula ou das estruturas nervosas. A principal causa é degenerativa, devido ao desgaste das estruturas responsáveis pela sustentação e movimentos da coluna.
    Se se localizar na coluna cervical acarreta dor no pescoço e nos braços, enquanto se for na coluna lombar, dor nas costas, nas pernas ou claudicação no andar são referidas.


    Discopatia
    – Ocorre devido ao desgaste intervertebral, que devido às suas funções de amortecimento/suporte, sofre um desgaste constante. Esta patologia está relacionada com o envelhecimento do nosso corpo, e manifesta-se geralmente por intermédio de dor localizada.

    Espondilolistese – Quando o corpo vertebral desliza, no sentido anterior, posterior ou lateral, em relação ao corpo vertebral inferior, estamos perante a espondilolistese, que ocasiona dor ou sintomas de irritação de raiz nervosa. Os sintomas desta patologia são dor lombar, dor ciática (dor irradiada para as pernas), parestesias (formigueiro), perda de força e coordenação de movimentos, e no limite, capacidade de andar.

    Osteófitos (Bicos de papagaio) – Em casos de desgaste da articulação vertebral, com a instabilidade do segmento que lhe está associada, há formação óssea nas bordas articulares. Esse nova osso é denominado de osteófito, e geralmente acarreta dor local.
    Como tratamento é normalmente adoptado o fortalecimento da coluna, que muitas das vezes podem evitar o recurso a cirurgia.

    Cervicalgia - A cervicalgia costuma ser insidiosa, sem causa aparente. Mas raramente se inicia de maneira súbita, em geral está relacionada com movimentos bruscos do pescoço, longa permanência em posição forçada, esforço ou trauma e até mesmo alterações da ATM (articulação temporo-mandibular). O paciente com cervicalgia geralmente relata uma melhora quando está em repouso e exacerbação da dor com o movimento.
    São sinais e sintomas da cervicalgia uma atitude de defesa e rigidez dos movimentos ocorre também uma alteração na mobilidade do pescoço e a dor durante a palpação da musculatura do pescoço podendo também abranger a região do ombro e nos casos mais graves ou prolongados irradiando para todo o membro superior. O adormecimento de alguma área ou de todo o membro, podendo ser contínua ou desencadeada por algum factor. A fraqueza muscular acontece em casos mais graves ou prolongados sendo geralmente progressiva.

    Lombalgia - conjunto de manifestações dolorosas que acontecem na região lombar, decorrente de alguma anormalidade nessa região. Conhecida popularmente como dor nas costas, a lombalgia é uma das grandes causas de incapacidade funcional, tendo incidência apenas menor que a cefaleia entre os distúrbios dolorosos que mais atingem o homem. De acordo com vários estudos epidemiológicos, de 65% a 90% dos adultos poderão sofrer um episódio de lombalgia.
    Os sintomas mais comuns da lombalgia são citados como uma dor lombar, que corresponde à região mais inferior da coluna vertebral, pouco acima das nádegas, na altura da cintura. Apresenta-se geralmente de começo discreto, com intensidade aumentando progressivamente e agravando com a mobilidade da região. Acompanha comummente a estas situações, algum grau de contractura muscular.
    As crises dolorosas geralmente apresentam-se em um ciclo de dor que duram alguns dias, podendo em alguns casos tornar-se constante ou desaparecer, retornando depois de algum tempo.
    Durante a crise dolorosa, a permanência em alguma forma de postura, seja sentado ou em pé, provoca o aparecimento da dor. A persistência dos sintomas ocasionalmente passa a ser um factor extremamente limitante sob o ponto de vista social, afectivo ou profissional, gerando grandes distúrbios secundários, como os de ordem emocional.

  • Quais são os nossos objectivos de tratamento para as disfunções da coluna?
    - Manutenção e/ ou melhoria da força muscular
    - Prevenção de deformidades (manutenção e/ ou ganho de amplitude articular)
    - Diminuição das parestesias (formigueiros)
    - Manutenção da funcionalidade
    - Manutenção da capacidade vital
Prevenção das sequelas da imobilização
  • O que é?
    Trata-se de todo um complexo de alterações que se repercutem negativamente sobre o organismo, tendo origem na imobilização. Deriva principalmente do facto de que todos os órgãos podem ressentir-se, de forma grave, da própria imobilização e das suas consequências a começar pela deterioração intelectual e comportamental, dos estados depressivos, dos distúrbios cardio-respiratórios, digestivos, metabólicos, osteoporose, desnutrição.

    Imobilização – acto ou efeito resultante da supressão de todos os movimentos de uma ou mais articulações, impedindo a mudança de posição corporal
    Síndrome de imobilização – Complexo de sinais e sintomas resultantes da supressão de todos os movimentos articulares, e por conseguinte, da incapacidade de mudança postural
  • Quais são os idosos que chegam à Síndrome de Imobilização?
    Fragilizados
    Múltiplas internações
    Vivem em Lares ou Casas de Repouso
    Repouso prolongado e forçado
    Desnutridos
    Múltiplas co-morbidades
  • Qual é a prevalência do Síndrome de Imobilização?
    25 a 50% dos idosos fica confinado ao leito após tratamento hospitalar prolongado.
    A taxa de mortalidade é em volta dos 40%
  • Quais são as consequências do Síndrome de Imobilização?
    Famílias assustadas
    Alta complexidade e custos dos seus cuidados
    Falta de apoio técnico e financeiro do sistema de saúde
    Internamento hospitalar e em lares
  • Quais as suas causas?
    Doenças Osteoarticulares – sequelas de fracturas; doenças reumáticas; deformidade plantar …
    Doença Cardiorespiratória – DPOC; Cardiopatia Isquémica, …
    Doenças Vasculares – Sequências de trombose venosa; insuficiência arterial ,…
    Doença Muscular – Polimialgia; Desnutrição Proteíco-Calórico, …
    Doença Neurológica – Neuropatia Periférica; Doença de Parkinson; Demência, …
    Doença Psíquica - Depressão
    Iatrogenia Medicamentosa – Ansiolíticos, Hipnóticos, Anti-Hipertensivos, …
    Deficit neurosensorial – cegueira / surdez
    Isolamento social e inadequação do espaço físico<
  • Qual o tratamento e seu objectivo?
    O melhor tratamento do síndrome de imobilização é a sua prevenção. Se tiver algum familiar nas condições atrás descritas, não hesite em contactar-nos. Cabe à equipa multidisciplinar o máximo de empenho, não apenas com o objectivo de salvar uma vida, mas também para trazer mais conforto aqueles que já possam estar próximos do fim.
  • Quais os sistemas afectados e como prevenir essa afectação?

    Pele (equimose, micose, laceração, dermatite amoniacal, úlcera de pressão):
    Factores agravantes - desnutrição, desidratação, má higiene, anemia, obesidade, sedação excessiva, hipoalbuminemia, doenças crónicas, colchão inadequado.
    Prevenção - protecção das proeminências ósseas, posicionamento adequado no leito, mudança de posição, hidratação da pele, manipulação cuidadosa do paciente, uso de colchão próprio.

    Sistema Esquelético (contracturas articulares, osteoporose):
    Factores agravantes – aumento da reabsorção óssea; falta de actividade muscular; falta de sustentação do peso corporal do paciente acamado; diminuição da ingestão de cálcio; falta de exposição solar.
    Prevenção - mobilização activa e passiva das articulações, posicionamento adequado no leito, exposição solar, ingestão de cálcio

    Sistema Muscular (encurtamento dos músculos e tendões, contracturas articulares, atrofia):
    Prevenção - mobilização precoce, posicionamento adequado no leito

    Sistema Cardio-Vascular (trombose venosa profunda, embolia pulmonar, isquemia arterial aguda dos membros inferiores, hipotensão postural):
    Prevenção – movimentação frequente dos membros inferiores para evitar contracturas; alertar o cuidador para não permitir que o paciente fique no leito com a anca e os joelhos flectidos com ângulo menor que 20º, pois isso impede quase completamente a circulação arterial; cabeceira elevada na cama, sentar na beira da cama antes de sentar noutras cadeiras, avaliar hidratação, evitar drogas hipotensoras.

    Sistema urinário (HL Incontinência Urinária)

    Sistema Digestivo (constipação, disfagia, desnutrição):
    Causas: demência avançada, sequelade AVC, disfagiae uso de sonda, anorexia, perda de olfacto, visão e paladar, problemas odontológicos, gastroparesia, diarréia, constipação, fecaloma, má-absorção intestinal, aumento do catabolismo, pneumopatias, cardiopatias, doenças neuromusculares, falta de pessoal para preparar e ofertar o alimento, infecções.

    Sistema Respiratório:
    Pneumonia: principal causa de morte em idosos acamados; mortalidade de 25% dos casos; quadro clínico atípico; tratamento complexo, de alto custo e com resultados pouco animadores.
Reabilitação pós acidente vascular cerebral (AVC)
  • Estatísticas preocupantes sobre os AVC’s
    É a terceira causa de morte no mundo industrializado, perdendo apenas para as doenças cardíacas e neoplasias.
    É também a principal causa de incapacidades neurológicas em alguns países.
    Embora a incidência de doença vascular cerebral tenha vindo a diminuir ao longo destes anos, estas continuam a colocar Portugal nos últimos lugares relativamente a outros países da Europa. A incidência anual de AVC’s no Porto ronda os 1.73 em 1000 habitantes, de acordo com a população padrão.
    A incidência anual de acidentes isquémicos transitórios ronda os 0.67 por mil habitantes.
    Espera-se, tendo em conta a incidência na região norte do país, que ocorram por ano cerca de 15.400 AVC .
  • Quais os factores de risco?

    Factores de risco definitivos e não modificáveis:
    - Idade
    - Sexo
    - Raça
    - Origem Geográfica
    - Baixo peso à nascença
    - Factores Genéticos

    Factores de risco modificáveis bem documentados:
    - Hipertensão Arterial
    - Tabagismo
    - Diabetes Mellitus
    - Dislipidémia
    - Fibrilhação Auricular
    - Estenose Carotídea
    - AIT (acidente isquémico transitório) ou AVC prévio
    - Álcool
    - Obesidade e distribuição abdominal da gordura corporal
    - Sedentarismo
    - Nutrição e Dieta
    - Terapia Hormonal de Substituição
  • Quais são as principais consequências do AVC?

    Consequências funcionais:
    - Hemiparésia/Hemiplegia (paralisia parcial ou total de um dos lados do corpo)
    - Alterações da sensibilidade  
    - Hipotonia ou espasticidade  
    - Alterações a nível dos reflexos  
    - Défice ou incapacidade de equilíbrio e marcha - Sub-luxação do ombro
    - Dor  
    - Aumento da dependência

    Consequências comunicacionais:
    - Perturbações da Fala
    - Apraxia
    - Disartria
    - Alterações da linguagem decorrentes da lesão cerebral
    - Afasia
    - Alterações da voz
    - Paralisia da prega vocal

    Consequências psico-sociais:
    - Alteração do estado emocional
    - Medos e ansiedades (tratamentos, consequências, recidiva, morte, nova orientação vocacional/ocupacional)
    - Mudanças no estilo de vida
    - Reintegração social/profissional com as suas consequências económicas
  • Como pode a Fisioterapia ajudar?
    Redução da dor
    Diminuição da espasticidade (quando aplicável)
    Aumento/Manutenção das amplitudes articulares
    Promoção do equilíbrio
    Aumento da Força e controlo Muscular
    Treino de Marcha com ou sem Auxiliares
    Aumento da coordenação e controlo dos movimentos Educação de estratégias funcionais complementares (auxiliares de marcha, etc.)
    Promover a recuperação da funcionalidade e independência de acordo com as potencialidades e objectivos
  • Como pode a Terapia da Fala ajudar?
    O Terapeuta da Fala irá intervir em todas as áreas afectadas resultantes de AVC.

    Entre elas:
    Respiração, Articulação e Motricidade Oral
    Alterações da Voz
    Alterações da Linguagem
    Alterações na Deglutição
  • Em que consiste o programa de intervenção do Terapeuta da Fala?
    Consiste numa terapêutica que tem como objectivo reduzir os factores de risco que predispõem as alterações da linguagem decorrentes do AVC. Consiste igualmente em reabilitar essas alterações quando elas já estão presentes. O programa de intervenção é dividido em quatro fases fundamentais:
    Avaliação geral – permite identificar os factores de risco e o tipo de surdez;
    Discussão dos resultados da avaliação e consequente planeamento da intervenção;
    Implementação do Protocolo;
    Reavaliações periódicas (efectuando os ajustes necessários em função dos novos dados obtidos);
  • Quais os objectivos da intervenção do Terapeuta da Fala?
    Reconstruir o que estiver alterado
    Compensar o que foi perdido, utilizando o que está conservado
    Ajudar o paciente a aceitar as (in)capacidades
    Esclarecer o doente e a família
    Ensinar o doente a ter um novo comportamento para com as suas limitações comunicativas
    Aconselhar sobre possíveis adaptações a realizar nas suas ocupações / emprego.
  • Qual o papel e o tipo de intervenção do Terapeuta da Fala nos indivíduos vítima de AVC?

    Na respiração e motricidade orofacial:
    1. Exercícios de sopro, de coordenação pneumofónica e de compensação (diminuir o ar utilizado na inspiração)
    2. Exercícios com base em técnicas compensatórias: tomada de consciência da fala, respiração e fonação de forma a obter auto-controle aprendendo a ouvir-se e corrigir-se.
    3. Treino fonético e Fonémico
    4. Exercícios de lábios, língua, bochechas, palato e mandíbula
    5. Diadococinesias

    Na voz:
    Exercícios de treino vocal - modificação dos órgãos fonoarticulatórios, manipulação digital da laringe, aumentar ou diminuir a força vocal, eliminar abusos vocais, estabelecer a tonalidade, modular a tonalidade, relaxação, melhorar a projecção vocal, aumentar a flexibilidade das cordas vocais, aumentar a resistência vocal.

    Na linguagem:
    1. Exercícios que estimulem a compreensão e expressão da linguagem, nomeadamente ao nível semântico, sintáctico, morfológico, pragmático e metalinguagem.
    2. Exercícios de leitura e escrita

    Na deglutição:
    Corrigir a postura durante a alimentação, implementar formas de protecção das vias aéreas superiores, corrigir a mastigação, aumentar a força muscular, melhorar a praxia velofaríngea.
  • Links úteis:
    Sociedade Portuguesa de AVCs’
    Viva melhor depois de um AVC (DGS)
    Acidente Vascular Cerebral.com
Esclerose Múltipla
  • O que é?
    É uma patologia neurológica de etiologia ainda desconhecida, caracterizada pela destruição da baínha de mielina, que recobre e isola as fibras nervosas do Sistema Nervoso Central.
  • Quais os sinais e sintomas de EM?
    Fadiga;
    Rigidez Muscular;
    Dores articulares;
    Espasmos musculares;
    Parestesia ou sinal de Lhermitte (sensação de 'choques elétricos' no pescoço);
    Ataxia (andar e movimentos dos braços irregulares e com tremores) ;
    Perda de equilíbrio;
    Dificuldades de locomoção;
    Tremores;
    Formigueiro nas diversas partes do corpo;
    Nistagmo;
    Disartria;
    Perda de memória;
    Aumento da latência do reflexo de deglutição devido à diminuição da mobilidade das estruturas orais;
    Alteração da mastigação;
    Redução da função laríngea, comprometendo também a deglutição;

    Em estados mais avançados:
    Infecções;
    Insuficiência Respiratória;

    Em alguns casos ainda podemos verificar:
    Incontinência Urinária;
    Alterações Visuais;
    Perda progressiva da audição;
    Depressões.
  • Qual o tratamento para a EM?
    A Fisioterapia age principalmente na incapacidade física e respiratória, sendo que o principal objectivo é atingir a melhor qualidade de vida, em cada estagio da doença. Em alguns pacientes, encontramos dores associadas em articulações, onde utilizamos aparelhos de electroterapia, objectivando a inibição da dor e redução das inflamações articulares.
    Em estágios mais graves da doença, podemos observar um comprometimento respiratório, levando inclusive a episódios de infecção ou insuficiência respiratória, que devem ser tratados com atenção e rapidez, minimizando o desconforto do paciente e uma provável piora do seu estado geral. Exercícios para desobstruir os brônquios, exercícios para re-expansão pulmonar, reeducação diafragmática e da musculatura acessória.
    Tal como a Fisioterapia, também a Hidroterapia melhora e ajuda muito a recuperação, mantendo o paciente activo e com forças nos membros inferiores que são os mais afectados.
    Procurar não parar as suas actividades normais e adaptá-las é fundamental para uma boa qualidade de vida do paciente.
    No âmbito da Terapia da Fala os objectivos passam por promover a funcionalidade da musculatura oro-facial; promover a funcionalidade da articulação verbal; promoção da comunicação e expressão oral correcta e funcional. O indivíduo deve ser capaz de reproduzir o discurso espontâneo fluentemente.
  • Links úteis:
    Portal da Esclerose Múltipla
    Grupo de estudos da Esclerose Múltipla
    Associação Nacional de Esclerose Múltipla
Paralisia Cerebral
  • O que é?
    A Paralisia Cerebral é uma patologia do foro neurológico que afecta as funções básicas do ser humano, tais como a fala, a postura e o movimento.
  • Quais os tipos de Paralisia Cerebral?
    Espástica – Caracterizada por um aumento do tónus muscular com um aumento da incapacidade de relaxamento muscular da região envolvida.
    Atetósica – Caracterizada pela presença de movimentos involuntários e descontrolados.
    Atáxica – O quadro clínico é dominado pela perturbação da coordenação e do equilíbrio.
    Mista – A combinação dos vários tipos anteriormente referidos.
  • Como se faz o diagnóstico da Paralisia Cerebral?
    É detectada a Paralisia Cerebral pela associação de atraso na aquisição das competências motoras e alterações do tónus muscular, reflexos e padrões de movimento.
  • Em que consiste o programa de intervenção em indivíduos sejam portadores de Paralisia Cerebral?
    O tratamento deve ser realizado por uma equipa multidisciplinar que contemple as áreas de Fisioterapia, Terapia da Fala, Terapia Ocupacional, Psicologia, Neurologia e ortopedia, que trabalhem conjuntamente no sentido de suprimir e reduzir as dificuldades sentidas pelo portador de PC.
  • Quais as causas e os sinais e sintomas da Paralisia Cerebral?
    A Paralisia Cerebral tem como causa pré-natural, ou seja, é provocada por lesões no cérebro ou no Sistema Nervoso antes do nascimento, estas podem instalar-se durante ou após o nascimento e são resultantes da exposição a tóxicos ou infecções durante a gravidez.
    As principais causas de Paralisia Cerebral após o nascimento (pós-natal) são a asfixia, os traumatismos cranianos, e as sequelas de infecções afectando o cérebro.
    Os sintomas variam consoante a extensão da lesão estando incluídos: alterações da musculatura orofacial e cervical; comportamentos reflexos inadequados; incapacidade para manter o alimento na cavidade oral devido ao fechamento labial incompleto e postura da língua alterada; reflexo da deglutição alterado; disfagia.
  • Qual o papel da Terapia da Fala na reabilitação da Paralisia Cerebral?
    A terapia da Fala tem como objectivo a implementação da comunicação e expressão oral.
  • Links úteis:
    Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra
    Associação de Paralisia Cerebral do Porto
    Associação de Paralisia Cerebral de Lisboa
    Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral
    Sociedade Portuguesa de Pediatria
Alzheimer
  • O que é?
    É uma patologia que ocorre devido à morte das células cerebrais e consequentemente atrofia cerebral. É progressiva, irreversível e de origem ainda desconhecida.
  • Quais os seus sinais e sintomas?
    Perda de memória;
    Dificuldades no reconhecimento de familiares;
    Alucinações;
    Perda de controlo de esfíncteres;
    Perda de Peso;
    Dificuldades de comunicação e fala;
    Movimentos e fala repetitivos;
    Distúrbios de sono;
    Dependência progressiva;
    Dificuldades motoras;
    Dificuldade na realização de actividades do quotidiano;
    Dificuldade em situar-se têmporo-espacialmente;
  • Em que se baseia a intervenção do Fisioterapeuta?
    O ponto de maior focalização é o sistema motor. Este, ao ser estimulado, promove uma melhoria na qualidade de vida. O tratamento fisioterapêutico é constante e por tempo indefinido. Existem melhoras, mas o paciente nunca recupera suas funções totalmente, já que é uma demência e há comprometimento de uma área do cérebro.
    A conduta fisioterapêutica é realizada de acordo com as alterações apresentadas pelo paciente e essas alterações dependerão do estágio da lesão. Desta forma, se o paciente apresenta alterações de postura, o fisioterapeuta trabalhará com ele exercícios de alongamentos de grupos musculares encurtados; se for detectado alteração no equilíbrio serão trabalhados com ele exercícios que recuperem esta condição. O fisioterapeuta deve orientar também o cuidador quanto à importância de cuidar da pele do paciente, evitando que haja a formação de úlceras de pressão. È essencial que o terapeuta observe o trofismo e o tónus muscular para que se possa ter conhecimento do grau de incapacidade surgido pela demência.
    Quanto às actividades da vida diária, avaliar se o paciente é capaz de realizar as actividades sozinho ou se é dependente, procurando então diminuir as dificuldades dele em realizá-las.
  • Em que se baseia a intervenção do Terapeuta da Fala?
    Avaliação geral – permite identificar os factores de risco e o tipo de doença de Alzheimer.
    Discussão dos resultados de avaliação e consequente planeamento de intervenção.
    Implementação do protocolo com o objectivo de promover a funcionalidade e a fluência do discurso espontâneo.
    Reavaliações periódicas efectuando ajustes necessários em função dos dados obtidos.
  • Links úteis:
    Alzheimer Portugal
    Portal da saúde/Alzheimer
Parkinson
  • O que é?
    A doença de Parkinson é idiopática, ou seja, é uma doença primária de causa obscura. Há degeneração e morte celular dos neurónios produtores de dopamina. Geralmente atinge pessoas com mais de 60 anos, sendo que quando ocorrem alguns casos abaixo dos 40 anos é chamada de Parkinson juvenil.
  • Quais os sinais e sintomas da doença de Parkinson?
    - Existência de tremores durante o repouso. Geralmente tem inicio nas mãos.
    - Ausência ou comprometimento de alguns movimentos.
    - Dificuldades de equilíbrio.
    - Dificuldades na alimentação.
    - Função mastigatória ineficaz (formação do bolo alimentar) .
    - Dificuldade em engolir (na fase oral denota-se movimento lingual repetitivo, na tentativa de posteriorizar o bolo alimentar devido à rigidez muscular dificultando a passagem do mesmo para a seguinte fase)
    - Dificuldade de articulação de algumas palavras.
    - Disfonia – alterações da voz com amplitude reduzida e voz monótona.
    - Rigidez da musculatura é caracterizada pela resistência ao movimento dos músculos agonistas e antagonistas em simultâneo .
    - Micrografia
    - Depressão
    - Fadiga
    - Alterações cutâneas
    - Sialórreia – perda não intencional de saliva pela cavidade oral
    - Parestesias (formigueiros) de origem térmica
    - Blefaroclono - tremor nas pálpebras fechadas
    - Blefaroespasmo – fechamento involuntário das pálpebras.
  • Qual é a nossa proposta de tratamento?
    No âmbito da Terapia da Fala, e após avaliação dos sinais e sintomas associados, o nosso objectivo pode passar por: promover a funcionalidade da musculatura orofacial; reabilitar as funções do sistema estomatognático; promoção da funcionalidade e fluência do discurso espontâneo; promoção e reabilitação da qualidade, ressonância, intensidade e modelação da voz.
    No âmbito da Fisioterapia, tentamos que os nossos profissionais actuem em todas as fases da doença, com o objectivo de melhorar a força muscular, melhorar a coordenação nas actividades de vida diária (p.ex. alimentar-se, escovar os dentes ou pentear o cabelo), e melhorar o equilíbrio na marcha. Se ocorrerem infecções respiratórias, às quais o paciente pode estar sujeito em caso de acamamento, a Fisioterapia actua na manutenção da higiene brônquica, estímulo da tosse e exercícios respiratórios re-expansivos.
  • Links úteis:
    Parkinsons.org
    US Parkinson National Foundation
Esclerose Lateral Amiotrófica
  • O que é?
    A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é uma doença degenerativa dos neurónios motores (que controlam os movimentos voluntários realizados pelos músculos).
    Esclerose = rigidez ou endurecimento
    Lateral = devido à topografia das lesões na medula espinal
    Amiotrófica = porque há atrofia muscular
  • Quais os sintomas associados?
    Dificuldade de locomoção ;
    Dificuldade de deglutição – esta é progressiva, sendo que no início há redução da mobilidade da língua, comprometendo a mastigação e a capacidade de controlar o movimento na cavidade oral;
    Dificuldades na comunicação – alteração da articulação das palavras, afonia ou disfonia, entre outros;
    Incapacidade de realizar movimentos voluntários.
  • Qual o tratamento para estes casos?

    Na Terapia da Fala:
    A degeneração progressiva dos neurónios motores superior e inferior acarretam desordens que levam a distúrbios na comunicação e na deglutição. Assim, o Terapeuta da Fala terá como objectivos: promover a funcionalidade da musculatura orofacial; reabilitar as funções do sistema estomatognático; promover a funcionalidade e a fluência do discurso espontâneo; promover a reabilitação da qualidade, ressonância, intensidade e modelação da voz.

    Na Fisioterapia:
    Na FisioDomus, começamos o tratamento antes que ocorra qualquer perda significativa de força e/ou função muscular, tratamento que continua durante a evolução da doença. Pretendemos manter a flexibilidade articular, força muscular e amplitude de movimento, o mais próximo possível dos valores normais.
    Apesar de ser uma patologia estritamente neurológica, afectando principalmente a parte motora do paciente, mantemos atenção à parte respiratória, pois um paciente em fase mais avançada pode apresentar dificuldade de ventilação pulmonar, presença de secreção pulmonar ou restrições importantes da caixa torácica, com presença de desconforto respiratório com o decorrer do tempo. Sendo assim realizamos a manutenção e a avaliação dos músculos responsáveis pela respiração, em todas as sessões de tratamento.
    Salientamos que a participação da família é fundamental para uma boa evolução do quadro, tanto na parte psicológica com o apoio emocional, fazendo com que o paciente aceite as suas limitações, como na participação na Fisioterapia, com os exercícios que os próprios profissionais podem exercer com o paciente.
  • Links úteis:
    Associação portuguesa de esclerose lateral amiotrófica (PDF)
    Associação portuguesa de esclerose lateral amiotrófica
Paralisia Facial
  • O que é?
    A paralisia facial decorre de um comprometimento do nervo facial (Paralisia Facial Periférica) responsável pela movimentação dos músculos da expressão facial bem como pelo lacrimejamento do olhos, pela protecção auditiva mediante sons que possam ferir o nosso ouvido e ainda pela sensibilidade gustativa na parte anterior da língua.
    A interrupção parcial ou total das fibras deste nervo levará à diminuição ou paralisia dos movimentos faciais uni e ou bilateralmente, podendo atingir a testa, olhos, nariz, lábios, bochechas.
  • O que pode provocar a Paralisia Facial?
    Infecções virais;
    Traumatismos;
    Tumores ;
    Alterações congénitas ;
    Diabetes;
    Outros
  • Em que consiste o tratamento?
    Na área de Terapia da Fala, pretende-se a aplicação de uma terapia miofuncional. Promover a musculatura orofacial e cervical funcional através da massagem intra-oral, estimulação térmica, sensibilização e alongamento da musculatura; reabilitar as funções do sistema estomatognático; promover a mastigação funcional; promover a funcionalidade da deglutição; promover a sucção correcta; promover a articulação funcional e efectiva.
    Na Fisioterapia, o tratamento deverá ser adoptado e personalizado em função do deficit e da colaboração do paciente. O nervo facial é um nervo misto, sob a dependência de um sistema voluntário e automático-reflexo que pode demorar muito tempo a recuperar. O tratamento pode durar de 15 dias a 3 semanas nas Paralisias Faciais pouco severas, até 4 anos nas formas mais graves. Massagem, Electroterapia, Reeducação dos músculos da face, Método de Kabat e exercícios faciais são formas de tratamento comum.
Síndrome de Down
  • O que é?
    A Síndrome de Down é uma doença genética, causada por um acidente que pode ocorrer no óvulo, no espermatozóide ou após a união dos dois (ovo), provocando uma alteração cromossómica. Ocorre quando crianças nascem dotadas de três cromossomas 21, e não dois, como é normal. Isso leva à produção exagerada de proteínas, alterando o equilíbrio do nosso corpo.
  • Quais são as principais características desta problemática?
    Podem apresentar atrasos cognitivos ;
    Má oclusão dentária ;
    Possuem uma grande capacidade de imitação ;
    Há uma Hipotonia generalizada levando à articulação correcta dos sons e palavras ;
    Têm atraso da linguagem ;
    endem a sofrer de otite média;
    Hipoacusias (diminuição da acuidade auditiva) neuro-sensoriais, de transmissão ou mistas.
  • Em que consiste o tratamento?
    O Tratamento em Terapia da Fala assenta na Promoção e reabilitação da funcionalidade do Sistema Estomatognático (lábios, dentes, glândulas, mucosa oral, entre outros), adequando os órgãos fonoarticulatórios bem como as funções da mastigação, deglutição, respiração e fala. Assim como na Promoção do desenvolvimento da linguagem funcional e efectiva para a sua integração na sociedade, dando orientações aos professores e aos familiares para que interajam com a criança no sentido de auxiliar este desenvolvimento.

    A nível de Fisioterapia, a avaliação inicial da criança com Síndrome de Down deve ser holística, sendo importante estar alerta aos problemas associados à síndrome, tais como hipotonia, redução da força muscular, hipermobilidade articular, pés planos, escoliose, alterações respiratórias, instabilidade atlanto-axial, doença cardíaca congénita, deficiências visual e auditiva, presença de doenças convulsivas.

    O principal objectivo da fisioterapia é criar condições para explorar o potencial motor da criança, direccionando-a nas sucessivas etapas do desenvolvimento motor e auxiliá-la na aquisição de padrões essenciais e fundamentais do desenvolvimento, preparando-a para uma actividade motora mais complexa. Os objectivos específicos são determinados de acordo com a faixa etária ou fase do desenvolvimento. Não deve ser objectivo igualar o desenvolvimento neuro-psicomotor da criança com síndrome de Down ao de uma criança comum nem exigir da criança além do que ela é capaz, mas auxiliá-la a alcançar as etapas desse desenvolvimento da forma mais adequada possível, procurando a funcionalidade na realização das actividades diárias e na resolução de problemas. O conceito de Bobath é dos mais adequados para o tratamento.
  • Links úteis:
    Trissomia 21.com
Perturbação Articulatória / Fonológica
  • O que é?
    Nestas situações os sons da fala podem ser substituídos por outros ou existir distorção de alguns sons, havendo comprometimento, em vários graus de severidade, da inteligibilidade do discurso.
  • A que se deve?
    Entre as causas associadas a perturbação articulatória estão o uso tardio da chupeta, chuchar no dedo, freio da língua curto, fenda palatina, entre outros.
  • Quais os objectivos de tratamento?
    Nestas situações, o objectivo do Terapeuta da Fala pode ser desenvolver estratégias com o utente e familiares para melhorar capacidade de compreensão/expressão ou melhorar a precisão e coordenação articulatória, de acordo com o diagnóstico
Gaguez
  • O que é?
    Gaguez é uma disfunção na comunicação que resulta na descoordenação entre o pensamento e a fala. A gaguez pode afectar tanto crianças como adultos. No caso das crianças, o diagnóstico precoce e a prevenção podem evitar que a gaguez se torne crónica e, por isso, uma intervenção atempada é fundamental.
  • Qual é a incidência desta condição?
    Podendo surgir em qualquer idade, a gaguez surge mais frequentemente entre os 2 e 8 anos de idade. Estima-se que 4% do total da população apresenta sintomas de gaguez, sendo adultos apenas 1%. Este indicador sugere a ocorrência de recuperação espontânea da gaguez a partir da idade adolescente. Verifica-se que a gaguez é mais frequente em indivíduos do sexo masculino, numa relação de cerca de 4 para 1.
  • Quais são os sintomas associados à gaguez?
    Atraso a produzir certos sons e repetem-se fragmentos de palavras e de frases. Por vezes são emitidos sons desadequados.
    Com a Gaguez surgem alterações na forma de respirar e descoordenação dos músculos envolvidos na fala. Para além da disfunção na comunicação, as pessoas com Gaguez sofrem sentimentos negativos como fraca auto-estima, vergonha, inibição e culpa.
  • Quando é aconselhada a Terapia da Fala em casos de gaguez?
    A Terapia da Fala é aconselhada nos casos em que se verificam alterações do ritmo da fala, com repetição e bloqueio involuntários na produção de sons bem como descoordenação respiratória.
  • Em que consiste o tratamento desta problemática?
    Existem casos clínicos de sucesso no tratamento da gaguez, em que os pacientes reduziram drasticamente o numero de situações de gaguez.

    O terapeuta da fala, após um diagnóstico abrangente e completo para identificação das causas da gaguez, inicia o processo terapêutico adequado a cada caso. Para tratamento da gaguez são utilizados alguns programas de exercícios, tais como:
    - Aprender como colocar correctamente a voz, para facilitar a fluência do discurso.
    - Aprender técnicas para relaxamento e uso adequado do diafragma.
    - Aprender a usar correctamente os músculos intervenientes na fala e ao mesmo tempo projectar a voz.
    - Ganhar confiança na própria voz, para conseguir automatismo e auto controle.
Disfagia
  • O que é?
    Disfagia é a dificuldade de deglutir. É o sintoma de alguma desordem na deglutição provocada por alterações orgânicas ou funcionais no trânsito do alimento da boca ao estômago. As doenças orgânicas geralmente são de carácter obstrutivo.
    As doenças funcionais estão relacionadas  aos distúrbios motores do esófago onde não há evidências de lesão obstrutiva.
    As disfagias são classificadas em disfagias de transferência ou disfagia orofaríngea quando ocorre dificuldade no início do processo de deglutição, ou seja, na transferência do bolo alimentar da boca para a faringe e disfagia de transporte ou esofágica, quando observamos dificuldade na passagem do bolo alimentar pelo corpo esofagiano.
  • A que se deve?
    As causas podem estar a associadas a:
    Acidentes vasculares cerebrais (A.V.C.´s);
    Traumatismos crânio-encefálicos (T.C.E.´s) ;
    Doenças neuro-degenerativas ;
    Trauma da face;
    Cirurgias;
    Radioterapia;
    Outras.
  • Qual a intervenção do Terapeuta da Fala?
    O Terapeuta da Fala intervém no distúrbio dos processos de mastigar e engolir os alimentos provocado por fraqueza das estruturas orais, alteração da sensibilidade oral, descoordenação motora, entre outros sintomas
Perturbações da comunicação
  • O que é?
    São resultado de Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC’s), Traumatismo Crânio-Encefálicos (TCE’s) ou doenças degenerativas, que impedem o indivíduo de se expressar eficazmente.
  • Quando se deve proceder à intervenção?
    Uma mínima alteração do estado normal de linguagem deve ser detectada. A linguagem é um marco do ser humano e qualquer alteração do seu estado implica perturbações de outros níveis. Assim, a detecção precoce é um factor fundamental para a escolha do melhor programa a adoptar, e para a obtenção de bons resultados.
  • Como pode o Terapeuta da Fala actuar?
    Tem como função estimular a comunicação através de estratégias que permitam melhorar e incentivar o uso da fala ou de uma forma alternativa de comunicação, como o gesto, a escrita ou o desenho.
Atraso ou desvio do desenvolvimento da linguagem
  • O que é?
    Quando existe um desfasamento das capacidades linguísticas de compreensão e expressão da criança em relação às esperadas para a sua idade. Durante o desenvolvimento da linguagem, a criança passa por várias fases linguísticas que surgem em diferentes idades, adquirindo novos conhecimentos linguísticos. Pode acontecer que a criança se mantenha num estado de desenvolvimento mais tempo do que o esperado para a sua faixa etária, não conseguindo avançar.
  • Quando é que a criança começa a falar?
    Por volta dos dois anos, a maior parte das crianças, ja tem um conjunto de vocábulos que lhes permite expressar-se verbalmente com facilidade. Contudo, além das diferenças individuais que precisam de ser respeitadas, é necessário estarmos atentos a factores determinantes na aquisição, e que quando alterados, podem interferir no desenvolvimento normal da linguagem.
  • Quem pode afectar?
    Tanto pode afectar crianças sem patologias associadas, como crianças com Trissomia 21, Autismo, Défice Auditivo, Paralisia Cerebral, entre outros.
  • Quais as especificidades desta perturbação?
    Atraso na compreensão da linguagem - quando a criança tem dificuldade em perceber a linguagem.
    Podem não compreender o significado de algumas palavras, dificuldades na compreensão de sinais não verbais com expressão facial e em compreender o 'sarcasmo' ou pedidos indirectos.
    Atraso na expressão - manifesta-se no modo como a criança fala. Podem usar poucas palavras por frase e omitir partículas no discurso.
  • Qual a origem destas perturbações da linguagem e da fala?
    A etiologia das dificuldades de linguagem e aprendizagem é diversa e pode envolver:
    Factores Orgânicos
    Factores Intelectuais/cognitivos
    Factores Emocionais (estrutura familiar relacional)

    Sabe-se que estas perturbações podem ser agravadas por influências externas tais como: Atraso mental Distúrbios emocionais Problemas sensório-motores Diferenças culturais Instrução insuficiente ou inapropriada.
  • Qual o papel do Terapeuta da Fala nesta problemática?

    Diagnóstico - O Terapeuta da Fala executa um diagnóstico após uma avaliação complementado com informação proveniente de uma entrevista com os pais, e/ou do profissional que encaminhou a criança para a terapia da fala.
    Plano Terapêutico - A partir dos dados recolhidos durante a avaliação o Terapeuta da Fala elabora um plano terapêutico de acordo com o quadro clínico da criança.
    Implementação - Todas as actividades de estimulação em terapia da Fala são realizadas de forma lúdica, através de jogos e brincadeiras, para que a criança sinta prazer nas técnicas propostas.
    Também é recomendável envolver a família e, quando necessário, a escola.
    A necessidade de identificação precoce dessas alterações no curso normal do desenvolvimento evita posteriores consequências educacionais e sociais desfavoráveis.
  • Conselhos para estimular a linguagem das crianças:
    - Aproveite os horários de alimentação mamária para namorar o seu filho. Opte por um ambiente com pouca luz, tranquilo, e faça do toque a linguagem do amor.
    - Ao optar pelo uso de chupetas, ofereça apenas as ortodônticas, pois já sabemos que os problemas ortodónticos propiciam alterações circulatórias.
    - Trate seu bebé com zelo, segurança e carinho e com isso estará a criar condições para o surgimento da linguagem oral.
    - A pessoa que tem maior contacto com o bebé deve aproveitar as actividades de rotina diária (banho, trocas de roupa, amamentação) para estabelecer diálogos com o bebé, já que por volta dos dois meses ele já produz algumas vogais.
    - Fale com a criança sobre situações que estejam a ocorrer no momento. No primeiro período de vida (sensório motor), que se estende até aos dois anos, a criança precisa de experiências concretas.
    - Ao iniciar as primeiras palavras, valorize as suas tentativas com reforços positivos.
    - A partir dos dois anos pode-se estimular os aspectos cognitivos da linguagem. Brinquedos pedagógicos como jogos de montar e blocos educativos são óptimos para o estímulo das funções básicas de linguagem.
    - Não corrija as primeiras palavras.
    - Iniba o uso frequente de gestos. Encoraje a criança a expressar-se verbalmente.
    - As palavras adequadas devem ser aceites, mas 'devolvidas' de forma adequada. Não imite o erro e não fala de forma infantilizada.
    - Não faça comparações entre a fala do seu filho com a dos seus irmãos ou colegas. Cada criança tem o seu ritmo.
    - Fale com a sua criança de coisas que são importantes para ela. Em qualquer tipo de aprendizagem é importante a motivação.
Prevenção e tratamento de problemas em profissionais de voz

Muitos são os profissionais que usam a voz como instrumento de trabalho. São cantores, actores, professores, locutores de rádio, políticos, vendedores, telefonistas, secretários, empresários, padres, profissionais de telemarketing e todos aqueles que precisam da voz para exercer sua profissão.

  • Quais são os principais objectivos do nosso programa de Terapia da Fala?
    Trata-se de um programa que visa a prevenção e/ou habilitação das alterações decorrentes da actividade profissional já que, é frequente o aparecimento de sintomas como rouquidão, cansaço vocal, ardor e/ou dor na garganta, pigarro e falta de ar nestes indivíduos. O aparecimento desta sintomatologia poderá ser sinal de patologias que afectam a laringe e podem estar relacionadas ao mau uso ou abuso vocal e há não existência de hábitos de higiene vocal.

    Este programa tem como objectivo reduzir os factores de risco para a saúde vocal dos profissionais da voz da seguinte forma:
    1. Anamnese e avaliação vocal – identificação de comportamentos de mau uso ou abuso vocal e condições do ambiente de trabalho
    2. Discussão dos resultados e planeamento da intervenção
    3. Implementação do protocolo
    4. Reavaliações periódicas
  • Quais as principais causas de lesões na voz?

    Abuso vocal
    Gritar sem suporte respiratório;
    Tossir ou pigarrear excessivamente;
    Falar em ambientes ruidosos ou abertos;
    Utilizar tom grave ou agudo demais;
    Falar excessivamente durante quadros gripais ou crises alérgicas;
    Praticar exercícios físicos e falar;
    Fumar ou falar muito em ambientes de fumantes;
    Utilizar álcool em excesso;
    Falar abusivamente no período pré-menstrual;
    Falar durante um tempo prolongado;
    Rir alto;
    Falar muito após ingerir grandes quantidades de aspirinas, calmantes ou diuréticos;
    Discutir com frequência;
    Cantar inadequada ou abusivamente;
    Presença de refluxo gastro-esofágico, altamente irritante para as cordas vocais (o refluxo gastro-esofágico é decorrente de disfunções estomacais, responsáveis pela liberação de ácido péptico, que em algumas situações pode inundar as cordas vocais, agredindo-as).

    Mau uso
    Ataque vocal brusco;
    Laringe elevada durante a fonação;
    Tensão cervical;
    Ressonância incorrecta;
    Falar excessivamente;
    Cantar sem técnica.

    Espaço físico
    Temperatura do local: uso de aquecimento central ou ar condicionado ;
    Humidade ;
    Ruído;
    Poeiras ;
    Produtos Tóxicos;
    Ausência das condições necessárias para uma projecção adequada da voz.

    Exigências profissionais
    Necessidade de competição sonora ;
    Uso vocal prolongado intenso.

    Hábitos associados
    Hábitos tabágicos e etílicos;
    Ingestão de alimentos picantes, ácidos, ultra-condimentados ou com molhos;
    Ingestão a bebidas a altas/baixas temperaturas;
    Utilização de Fármacos ;
    Perturbação do sono.
  • Quais as consequências fisiológicas mais comuns neste problema?
    Nódulos vocais: associado ao abuso vocal. Apresenta-se como uma massa sólida, normalmente bilateral nas pregas vocais. Pólipos: massas normalmente unilaterais de aspecto gelatinoso ou fibroso.
    Quistos: semelhantes aos nódulos mas normalmente unilaterais. Corresponde a massas com fluido e frequentemente causam inflamação da prega vocal contralateral.
    Edema de reinke: edema (acumulação anormal de liquido) na mucosa da prega vocal. Mais comum no sexo feminino e tabagistas.
    Granuloma e úlceras de contacto: normalmente resultam de abuso vocal, trauma por entubação, ou refluxo gastroesofágico.
  • Quais os sintomas associados a este problema?
    Ardor ;
    Fadiga vocal;
    Pigarreio;
    Rouquidão;
    Sensação de secura;
    Sensação de corpo estranho;
    Perda dos tons agudos;
    Afonia;
    Refluxo gastro-esofágico.
  • Em que consiste o tratamento desta problemática?
    Este trabalho visa proporcionar uma condição estética e funcional para a voz do profissional que a utiliza como ferramenta de trabalho. A reabilitação da voz profissional é realizada através da higiene oral, modificação dos hábitos vocais, técnicas de suavização, reeducação da utilização da voz, técnicas de respiração, prosódia na fala (melodia), entre outros.
  • O que é a Higiene Vocal e a quem se destina?
    Higiene Vocal consiste em aplicar algumas normas básicas que auxiliam a preservar a saúde vocal e a prevenir o aparecimento de alterações e doenças vocais.
    Este programa destina-se a todos os profissionais da voz, ou seja, todos aqueles que dependem da voz para trabalhar e consequentemente para subsistir.
  • Quem é o responsável pelo tratamento das patologias vocais?
    O médico otorrinolaringologista é quem diagnostica possíveis problemas no aparelho fonador. A partir de seu diagnóstico se necessário, o Terapeuta da Fala, tratará de corrigir possíveis problemas através de exercícios vocais específicos para cada paciente.
Dislexia
  • O que é?
    A dislexia é uma alteração na capacidade de leitura, mas não só. A escrita e o soletrar são também afectados.
  • Quais os sintomas de dislexia?
    Desempenho inconstante, lentidão nas tarefas de leitura e escrita, dificuldades com soletração, escrita incorrecta, com trocas, omissões, junções e aglutinação de fonemas, dificuldade em associar o som ao símbolo, dificuldade com a rima, dificuldade em associações, como por exemplo, associar os rótulos aos seus produtos. Além de dificuldade para organização sequencial, como tabuada, meses do ano.
    Dificuldade em nomear tarefas e objectos.
    Dificuldade em organizar-se com o tempo (hora), no espaço (antes e depois) e direcção (direita e esquerda).
    Dificuldade em memorizar números de telefone, em organizar tarefas, em fazer cálculos mentais, desconforto em tomar notas e relutância para escrever.
  • Como se faz o diagnóstico da dislexia?
    O diagnóstico é feito por exclusão de possibilidades e por isso, deve ser feito por uma equipe multidisciplinar, formada por psicólogo, fono-audiólogo e médico. E quando necessário, faz-se um encaminhamento para outros profissionais.
  • Links úteis:
    Associação portuguesa de dislexia
    Portal da dislexia
Défice Auditivo

É a audição que nos permite perceber e agir perante estímulos sonoros, e é com o seu auxílio que adquirimos linguagem e que conseguimos comunicar .

  • Quais os efeitos linguísticos em crianças com défices auditivos?
    Os efeitos de uma deficiência auditiva durante o desenvolvimento da linguagem podem ser dramáticos. De maneira a serem prevenidos problemas decorrentes desta deficiência é deveras importante detectarmos a presença da perda auditiva o mais precocemente possível.
    Uma avaliação auditiva é essencial e permitirá determinar as causas subjacentes a qualquer défice de audição sendo também apropriada a realização de testes adequados ao nível do desenvolvimento infantil.
    A criança que ainda se encontra num período de aquisição de linguagem necessita de um aparelho auditivo íntegro para, deste modo, extrair o sistema da fala, ruídos ambientais e variações que existem entre os falantes da mesma língua. Assim uma criança com perda auditiva tornar-se-á vulnerável a distorções mesmo que a perda seja leve e unilateral podendo daí desencadear, consequentemente, alterações comportamentais, educacionais e linguísticos.
  • Em que consiste o programa de intervenção em indivíduos com défices auditivos?
    O Programa de Intervenção em indivíduos com défice auditivo, tal como o nome indica, consiste numa terapêutica que tem como objectivo reduzir os factores de risco que predispõem as alterações da linguagem decorrentes do défice auditivo.
    Consiste igualmente em reabilitar essas alterações quando elas já estão presentes.

    Este programa de intervenção é dividido em 4 fases fundamentais:
    1. Avaliação geral: permite identificar os factores de risco e o tipo de surdez
    2. Discussão dos resultados da avaliação e consequente planeamento da intervenção
    3. Implementação do protocolo
    4. Reavaliações periódicas (efectuando os ajustes necessários em função dos novos dados obtidos)
  • Qual a importância da implementação deste programa?
    Tendo em conta que uma criança com deficiência auditiva tem potencial para vir a ser um comunicador normal é de extrema importância determinar a natureza e a extensão da sua perda precocemente para se implementar um tratamento apropriado.
Asma
  • O que é?
    É uma doença pulmonar crónica, caracterizada por uma hiper-reactividade brônquica das vias aérea inferiores, com obstrução do fluxo aéreo. Ela se caracterizada por factores genéticos {familiares}, factores externos (cheiro forte, processos alérgicos), ambientais (inalação de ar frio aos esforços), entre outros.
  • Qual o tratamento?
    Os profissionais da FisioDomus estão preparados para atender adultos ou crianças portadoras desta patologia, realizando um trabalho conjunto de exercícios respiratórios associados a orientações ao paciente e familiares, visando a diminuição dos processos reactivos (crises), aumentando o tempo entre as mesmas. Em crianças com idade muito baixa, trabalhamos com exercícios respiratórios re-expansivos passivos, através de manobras de desobstrução brônquica, drenagem posturais, e inalações, com estimulo de tosse se necessário. Crianças que já tenham idade para realizar os exercícios de maneira activa, ou adultos portadores, enfatizamos mais os alongamentos globais, exercícios aeróbicos, exercícios respiratórios re-expansivos, acompanhamento da evolução do fluxo respiratório e acompanhamento dos exercícios com uso de oxímetro, se necessário. Somos preparados a realizar em alguns casos, um trabalho de higiene brônquica, associada à aspiração de secreção brônquica (catarro), comum em pacientes infectados.
    Exercícios com peso em membros superiores, e inferiores, e uso de incentivadores respiratórios, podem ser utilizados em estágios mais avançados do tratamento, onde o paciente apresenta certa estabilidade do quadro, visando o condicionamento físico, aliado à resistência pulmonar, vitais para a diminuição das crises asmáticas.
Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC)
  • O que é?
    A DPOC é uma doença crónica e progressiva que acomete os pulmões e tem como principais características a destruição de muitos alvéolos e o comprometimento dos restantes.
  • Quais os sintomas associados?
    Os principais sintomas dos pacientes são a limitação do fluxo das trocas dos gases (entrada e saída do ar) principalmente na fase expiratória, a dispneia ou falta de ar, a hiper-insuflação dinâmica que leva ao encurtamento das fibras musculares do diafragma, fadiga muscular, insuficiência respiratória, entre outros.
  • Como ocorre?
    Os principais factores desencadeantes da DPOC (Enfisema e Bronquite Crónica) estão relacionados principalmente ao tabagismo, seguido de exposição passivo do fumo {aquela pessoa que vive junto com o fumante}, exposição à poeira por vários anos, poluição ambiental, e até factores genéticos nos casos que se comprova a deficiência de enzimas relacionadas à destruição do parênquima pulmonar (estruturas dos pulmões).
  • Em que consiste o tratamento?
    O tratamento fisioterapêutico aplicado tem como meta a prevenção de infecções pulmonares, remoção de secreções dos pulmões e vias aéreas, evitar e melhorar a dispneia ou falta de ar, minimizar e espaçar as crises, prevenir e diminuir a fadiga muscular (cansaço muscular), melhora da troca gasosa, relaxamento e fortalecimento dos músculos responsáveis pela respiração (diafragma e músculos acessórios), manutenção e normalização da oxigenação sanguínea. A nossa acção vai no sentido de adaptar e orientar o paciente e os seus familiares quanto aos exercícios que irão melhorar as suas funções na vida diária. Para que esses objectivos sejam alcançados, utilizamos técnicas de desobstrução brônquica que ajudam na remoção da secreção pulmonar, a prática de exercícios destinados a coordenar a actividade física com a respiratória, exercícios para desinsuflação pulmonar, o trabalho aeróbico, e exercícios de fortalecimento com peso em membros superiores e inferiores com objectivo da melhora da resistência física.
  • Links úteis:
    Sociedade portuguesa de pneumologia
Fibrose Quística
  • O que é?
    É uma doença herdada geneticamente. Na maioria das vezes, é diagnosticada na infância, embora também possa ser diagnosticada na adolescência ou na vida adulta. As pessoas com fibrose quística (ou cística) tem um funcionamento anormal das glândulas que produzem o muco, suor, saliva, lágrima e suco digestivo.
  • Quais os sintomas da Fibrose Quística?
    Na fibrose cística, as enzimas do pâncreas, que deveriam ajudar a digerir alimentos gordurosos, não são liberadas para dentro do intestino. Com isso, os alimentos (principalmente os gordurosos) são mal digeridos e as fezes podem ficar volumosas, espessas, fétidas e gordurosas. Além do problema pancreático, há o problema respiratório devido à obstrução das passagens de ar do pulmão pela acumulação de muco espesso e pegajoso.

    Alguns pacientes apresentam os seguintes sintomas respiratórios:
    - Tosse;
    - Expectoração excessiva de muco (catarro) ;
    - Respiração difícil ;
    - Pieira.
  • Como pode o Fisioterapeuta ajudar?
    O tratamento é voltado para a solução dos sintomas e das deficiências causadas pela doença. Em relação à parte respiratória, são usados antibióticos quando ocorrem as infecções respiratórias ou de forma preventiva. As infecções respiratórias são frequentes e caracterizam a doença. A fisioterapia respiratória é importante, pois facilita a saída do excesso de muco das vias respiratórias. Esta higiene das vias respiratórias melhora os sintomas da doença e faz com que as infecções respiratórias não sejam tão frequentes.

    No tratamento o fisioterapeuta utiliza as seguintes técnicas:
    Drenagem Postural ;
    Percussão Manual e Mecânica ;
    Vibração;
    Tosse provocada ;
    Drenagem autogénica ;
    Técnica de Expiração Forçada.
  • Links úteis:
    Fibrose Cística.com
Higiene Brônquica
  • O que é?
    Procedimento realizado para promover a melhora da ventilação e oxigenação pulmonar, com a mobilização e eliminação de secreções brônquicas. Dentre as manobras mais conhecidas, destaca-se o Tappotement, associado à Inaloterapia, onde através de uma manobra de percussão das vias aéreas, proporcionamos o descolamento de uma provável secreção que esteja com adesão à parede pulmonar ou que esteja em um difícil acesso para expectoração ou aspiração brônquica. Ao contrário do que muitos pensam não se trata de uma massagem, e também não é um factor determinante numa sessão de fisioterapia. Como todo e qualquer procedimento, existem restrições que devem ser respeitadas, sendo sua realização dependente da avaliação do profissional fisioterapeuta.
  • Quais são os objectivos da Higiene Brônquica?
    Proporcionar uma melhora da auscultação pulmonar, deslocando a secreção brônquica para segmentos de maior calibre, facilitando sua eliminação (expectoração ou aspiração).
Intervenção em Traqueostomizados
  • Aspiração de vias aéreas - Procedimento técnico, invasivo, realizado por profissional habilitado, visando a remoção de secreção pulmonar acumulada em vias aéreas.
    O procedimento, contrário ao que algumas pessoas imaginam, é indolor, respeitando os critérios necessários. O que ocorre normalmente é a sensação de engasgo durante o procedimento, comum, devido ao estimulo da sonda de aspiração, mas perfeitamente tolerável. Trata-se de um procedimento seguro e eficiente, proporcionando alivio e bem estar ao paciente secretivo.

    Objectivos - Remover secreções traqueobrônquicas e orofaríngeas, de difícil expectoração ou em pacientes com tosse ineficaz, favorecendo a permeabilidade das vias aéreas e consequente melhora da ventilação pulmonar.
  • Manutenção de cânulas de Traqueotomia – para que a mesma proporcione uma boa ventilação pulmonar, mantendo o conforto respiratório e a qualidade de vida do paciente. Orientamos os nossos cuidadores no que diz respeito ao manuseamento da cânula, da sua limpeza e higienização.
Trabalho respiratório no pré e pós-operatório
  • Como pode o Fisioterapeuta ajudar?
    O grande objectivo da fisioterapia será amenizar as complicações pulmonares, que ocorrem principalmente no pós-operatório, mas também preparar o paciente no
    Após a admissão do paciente, é feita uma avaliação fisioterapêutica com análise através de exames complementares (raio-X, exames laboratoriais), avaliação das funções vitais (frequência respiratória, frequência cardíaca, pressão arterial), avaliação da musculatura e tórax, auscultação pulmonar e expansibilidade torácica.
  • Quais os objectivos do Fisioterapeuta?
    Manter vias aéreas desobstruídas, evitando ou tratando a acumulação de secreção pulmonar;
    Consciencializar a família da importância da fisioterapia respiratória e motora para o paciente;
    Solicitar um exame de manuvacuometria que é bastante importante para avaliar a força dos músculos ventilatórios por meio da PIMAX (Pressão inspiratória máxima e da PEMAX (Pressão expiratória máxima);
    Solicitar se possível um exame de expirometria que permite medir o volume de ar inspirado e expirado.

    Após realizado estes procedimentos o fisioterapeuta pode encaminhar o paciente para o médico caso detecte algum risco significativo que poderá influenciar no seu pós-operatório. No caso de pacientes tabagistas o fisioterapeuta esclarece as dúvidas que possam surgir. Um dos desafios da fisioterapia é conquistar a cooperação do paciente para que ele fique consciencializado da importância da sua colaboração por forma a aderir a algumas condutas que contribuirão para sua recuperação no pós-operatório, diminuindo assim as possíveis complicações.
Barreiras arquitectónicas e necessidades de apoio técnicas
  • O que são barreiras arquitectónicas?
    As barreiras arquitectónicas são todas as limitações que as pessoas portadoras de deficiência encontram no seu dia-a-dia (em casa ou no meio externo) e que as impedem de serem independentes.
    No dia-a-dia do indivíduo portador de deficiência, são inúmeras as barreiras arquitectónicas: escadas, degraus altos, casas de banho não adaptadas, locais estreitos para cadeiras de rodas, pisos irregulares, portas de elevadores estreitas, entre várias outras. Muitas são também restritivas para pessoas com capacidade física reduzida, mesmo que sejam portadoras de lesões temporárias, como, por exemplo, uma fractura no membro inferior, ou pessoas em situações especiais, como idosos, obesos e grávidas.
  • O que são tecnologias de apoio?
    Uma Tecnologia de Apoio pode ser definida como qualquer objecto, peça de equipamento ou sistema de produtos, que tenha sido adquirido comercialmente, modificado ou personalizado, que é utilizado para aumentar ou melhorar as competências funcionais de indivíduos com deficiência.
  • Como podem o Terapeuta Ocupacional, o Terapeuta da Fala ou o Fisioterapeuta ajudar?
    O indivíduo portador de deficiência tem sido, ao longo dos anos, vítima de exclusão social. No entanto, a sociedade tem vindo a valorizar a sua existência e o seu valor enquanto indivíduos. Porém, as limitações impostas pela deficiência condicionam a sua independência e a sua autonomia como membros da comunidade em que estão inseridos.
    A Terapia Ocupacional, a Fisioterapia e a Terapia da Fala representam um papel fundamental, disponibilizando os seus conhecimentos no sentido de permitir ultrapassar essas limitações. A utilização de tecnologias de apoio e a eliminação de barreiras arquitectónicas, permitem a criação de um sem número de soluções capazes de proporcionarem uma melhoria significativa na qualidade de vida e na independência dos indivíduos portadores de deficiência.
A Terapia Ocupacional na gestão das actividades e do espaço

Em situações de necessidade ou dependência, transitória ou definitiva, a correcta racionalização do espaço e das actividades, representa um acréscimo importante para a melhoria da qualidade de vida. O papel do Terapeuta Ocupacional passa por ajudá-lo a viver melhor com aquilo que tem, ou seja, maximizar os recursos disponíveis.

A Terapia Ocupacional na 3ª idade

Quais as actividades para a 3ª idade desenvolvidas por nós?
Todas as actividades têm como objectivos contrariar e retardar o processo de envelhecimento, melhorar as componentes físicas, psicológicas e sociais, e aumentar a autonomia no idoso, nas diferentes áreas da sua vida, nomeadamente, na pessoal e social, melhorando assim significativamente a qualidade daquela. Autonomia nas actividades de vida diária (comer, vestir-despir, higiene pessoal, entre outras) são fundamentais.

Em sessões de grupo:
Música, Movimento e Drama (MMD) – Actividades para a promoção das competências motoras, para as competências cognitivas e para as competências psicossociais;
Terapia de Grupo – Actividades para a promoção das competências cognitivas, das competências psicossociais, da coordenação e da motricidade fina;
Actividades Sócio-Recreativas – Actividades para a promoção das competências cognitivas e psicossociais;
Utilização do Computador como recurso terapêutico - Actividade para desenvolver as competências cognitivas, as competências psicossociais e as competências motoras (postura, coordenação e motricidade fina). Poderá ser uma actividade individual ou em grupo, consoante o número de computadores;
Aconselhamento de Tecnologias de Apoio e Eliminação de Barreiras Arquitectónicas.

A Terapia Ocupacional nas Lesões Neurológicas
  • O que são lesões neurológicas?
    As lesões neurológicas são lesões no sistema nervoso central (Cérebro e medula).
  • Quais as lesões onde intervém o Terapeuta Ocupacional?
    AVC - Acidente vascular cerebral;
    TCE - Traumatismo Crânio Encefálico;
    Doença de Parkinson ;
    Lesões Vertebro Medulares;
    Esclerose Múltipla;
    Esclerose Lateral Amiotrófica;
    Guillain Barré;
    Outras
  • Como pode o TO ajudar?
    Autonomia nas AVD’s (comer, higiene pessoal, vestir/despir, entre outras);
    Aumento da Força muscular Aumento da amplitude de movimento Normalização das sensibilidades;
    Aumento da coordenação global;
    Aumento da destreza manual;
    Treino da motricidade fina e treino de equilíbrio;
    Promover as funções cognitivas;
    Promover as funções psicossociais;
    Sessões individuais terapeuta-doente;
    Sessões de Grupo.
A Terapia Ocupacional nas Lesões Músculo Esqueléticas
  • O que são lesões músculo – esqueléticas?
    As lesões músculo-esqueléticas podem ser lesões nos ossos (fracturas) e/ou lesões nos nervos periféricos e/ou lesões nos tendões.
  • Quais as lesões onde intervém o Terapeuta Ocupacional?
    Dupuytren;
    Dedo em gatilho;
    Tendinites;
    Algoneurodistrofia;
    Artrite reumatóide;
    Fibromialgia;
    Queimaduras;
    Tenossinovite de Quervain;
    Outras
  • Como pode o TO ajudar?
    Autonomia nas AVD’s (comer, higiene pessoal, vestir/despir, entre outras;
    Aumento da força muscular ;
    Aumento da amplitude de movimento;
    Normalização das sensibilidades;
    Aumento da destreza manual;
    Treino da motricidade fina;
    Melhoria do estado da cicatriz.
A Terapia Ocupacional no apoio a crianças e adultos com atraso/défice no desenvolvimento
  • Como podemos caracterizar atraso/défice no desenvolvimento?
    Caracterizam-se por um défice grave e global em diversas áreas do desenvolvimento: competências motoras, competências cognitivas e competências de comunicação/interacção.
    Verificam-se défices qualitativos, que são nitidamente inadequados para o nível de desenvolvimento do indivíduo ou para a sua idade mental. Podem existir défices nas seguintes funções/competências:

    Funções Físicas - competências motoras globais (postura do corpo, apanhar, atirar, correr, entre outras) e finas (desenhar, apertar cordões, manipular, entre outras)

    Funções Cognitivas e simbólicas - ganho de conhecimento, competências de processamento e uso da informação de forma significativa, imaginação, criatividade, pensamento concreto e abstracto, raciocínio lógico, resolução de problemas, entre outras;

    Funções auditivas, Linguísticas e simbólicas - competências auditivas no ouvir e escutar, códigos de comunicação, compreensão e aquisição de vocabulário, a fala, entre outras;

    Funções Visuais - competências visuais do olhar e do ver, entre outras

    Funções Emocionais, sociais e do brincar - independência, competências de auto-cuidados, compreensão de perspectivas culturais e sociais, controlo de emoções, demonstrar emoções e sentimentos de forma adequada, relações interpessoais, competências para a organização do ser, entre outras.

    Funções Morais - compreensão de valores como honestidade, justiça, respeito, certo/errado, responsabilidade, consequências das acções, entre outras.
  • Quais as patologias onde intervém o Terapeuta Ocupacional?
    Deficiência mental
    Autismo
    Síndrome de Down (trissomia 21)
    Paralisia Cerebral
    Outras
  • Como pode o Terapeuta Ocupacional ajudar?
    Autonomia nas AVD’s (comer, higiene pessoal, vestir/despir, entre outras);
    Promover as competências cognitivas;
    Aumento da coordenação global ;
    Aumento da destreza manual ;
    Treino da motricidade fina ;
    Aumento da força muscular;
    Aumento da amplitude de movimento;
    Normalização das sensibilidades o Promoção do equilíbrio;
    Promover as funções psicossociais;
    Sessões individuais terapeuta – utente;
    Sessões de grupo;
    Utilização do computador como recurso terapêutico;
    Aconselhamento de Tecnologias de Apoio;
    Eliminação de Barreiras arquitectónicas.
A Terapia Ocupacional na reabilitação na área de psiquiatria e saúde mental
  • Em que casos?
    Pode existir uma patologia/perturbação psiquiátrica quando existem perturbações da consciência, perturbações da consciência do Eu, perturbações da orientação, perturbações da vivência do tempo, perturbações da memória e recordação, perturbações da atenção/concentração, perturbações do pensamento, linguagem e fala, perturbações da inteligência, perturbações da afectividade, perturbações da percepção, perturbações da percepção, delírio, perturbações da energia vital, perturbações da motricidade, agressão, obsessões e fobias, actos impulsivos, pulsões e perturbações na sexualidade.
  • Em que patologias pode o Terapeuta Ocupacional intervir?
    Alzheimer e outros tipos de demência;
    Perturbações do Humor;
    Doença depressiva e mania;
    Esquizofrenia;
    Perturbações da Personalidade;
    Ansiedade ou perturbações relacionadas com stress (Neuroses);
    Perturbações do comportamento alimentar (Bulimia e Anorexia) ;
    Perturbações do Sono;
    Perturbações relacionadas com o abuso de substâncias.
  • Como pode o Terapeuta Ocupacional ajudar?
    Autonomia nas Actividades de Vida Diária (comer, vestir/despir, higiene pessoal, entre outras;
    Promover as funções cognitivas;
    Promover as funções psicossociais;
    Sessões individuais terapeuta – utente;
    Sessões de grupo: MMD, Terapia de Grupo, Actividades Sócio-Recreativas;
    Utilização do computador como recurso terapêutico;
    Aconselhamento de Tecnologias de Apoio e Eliminação de Barreiras Arquitectónicas.